24 de abr de 2012

A minha Marathon des Sables 2012

Se em 2011 a minha participação nesta mítica prova seria para conhecer por dentro toda a logistica e realização de um sonho que é a MDS e acabei por ir mais além, este ano encarava este desafio com um carácter ainda mais competitivo, fazer melhor que no ano passado, fazer sempre melhor é isso que nos move e está sempre presente todos os dias, todos os treinos, crescer não só como atletas mas como pessoas e estas provas dão-nos grandes lições de humildade.
Se tinha essa ambição de fazer melhor não me passava pela cabeça discutir até aos últimos metros por um lugar no pódio, estava a fazer uma preparação excelente e apresentei-me um mês antes em Condeixa em muito boa forma numa altura que começava a meter carga, a partir daqui era sempre a subir, só que por vezes as coisas não são como esperamos e uma dor cada vez mais forte no pé direito obriga-me a parar, a Drª Maria Cunha faz-me uma sessão de mesoterapia, não passa e faço um RX para eliminar a hipótese de fractura, felizmente nada de grave só uma tendinite no pior sitio metatarso do pé direito, a receita era anti-flamatórios, fisioterapia na clínica Fisivida e descanso.
Mas descanso era algo impossível a 3 semanas da partida para uma das provas mais exigentes do planeta para quem a pensa fazer de uma forma competitiva, já tinha perdido uma semana e resolvemos eu e o Prof. Paulo Pires adaptar o treino para não perder a base cardiovascular, a solução foi ginásio, bicicleta estática e elíptica e sessões de fisioterapia na Fisivida.
Duas semanas depois nova avaliação desta feita pelo Dr. António e decidimos recomeçar a correr para ver a reacção da lesão, estava-mos na ultima semana de preparação e o desanimo era grande uma autentica corrida contra o relógio, ainda com dor mas suportável acabo o final da semana em mais um estágio na Serra da Estrela com alguns testes e vejo que realmente não tinha perdido a base aerobía o que me deu alguma margem de confiança, a minha grande dúvida era quando mete-se 9 quilos às costas como iria reagir o corpo à falta desse treino.
Feita a mochila e no meio de muitas incertezas dia 4 partimos ao fim da tarde (eu, Telmo e Susana) via Madrid de carro uma vez que na volta não tínhamos ligação e teríamos que ficar mais um dia em Madrid, a viagem faz-se bem e no dia seguinte ainda fizemos um treininho nos arredores do aeroporto de Barajas antes de nos juntarmos à restante comitiva Espanhola e América Latina.
Chegados a Ouarzazate já noite dentro fomos para o hotel repor as energias e descansar, no dia seguinte esperava-nos uma longa viagem de autocarro e camiões militares até ao primeiro acampamento, ou seja até à nossa casa nos próximos 10 dias.
A viagem não me era estranha tinha feito o mesmo percurso no ano anterior mas é sempre bom sermos brindados com paisagens lindíssimas ao atravessar a cordilheira do Atlas, de seguida surge aldeias nas gargantas de antigos rios provavelmente por ser o único local onde se consegue arranjar alguma água quando chove, é impressionante como estes povos vão sobrevivendo e resistindo ao agravar das condições Naturais.
Uma paragem para lanchar e logo aparece uma dúzia de crianças na tentativa desesperada de lhes oferecer-mos alguma coisa diferente da sua dieta habitual que não consigo imaginar qual seja tal é a pobreza envolvente.
Chegado ao acampamento a organização oferece-nos um rico repasto e são horas de descansar.
No dia seguinte é dia de mostrar todo o material e testes médicos assim como fazer os últimos preparativos e entregar a nossa mala de viagem para o final da prova, a partir daqui só contamos com a nossa mochila e material a transportar por toda a semana seguinte portanto nada poderá ser esquecido.
 Neste mesmo dia começa um ritual comum para o resto da semana, levantar uma garrafa de agua até às 7 horas sobre pena de levar-mos uma hora de penalização.
A noite foi mal dormida, a cama era estranha e o receio habitual de sermos visitados por repteis inesperados, como já tinha levado com a recruta no ano anterior não à nada a fazer é descansar e esperar que não nos saia na rifa tal má sorte.
A caminho de levantar a agua a curiosidade de outros colegas chama-me à atenção, acabavam de matar uma dessas visitas ao acampamento, o cheio a comida atrai os répteis, ao que parece a organização deita um produto em redor do acampamento para afastar os mesmos mas mesmo assim.....
                
 O resto do dia foi passado a testar as mochilas numa curta corrida pelas dunas, fazer uns clips de vídeo para a posterioridade e a comer decentemente pela última vez, refeições essas cedidas pela organização muito bem confeccionadas.
Continuação
 
08/04/2012 AMM0UGUER – OUED EL AATCHANA 34 km
Eis que chega o grande dia, a ansiedade é enorme são dias e dias à espera deste momento, para muitos é o começar de um sonho que vão interiorizando durante anos, não podemos esquecer que esta prova custa à volta de 3.800€ e muitos dos participantes fazem grandes sacrifícios para ali estar, sabem que é uma oportunidade quase irrepetível, eu próprio senti isso no ano passado, dai levar uma máquina de filmar e tirar o máximo de partido desta aventura para guardar algumas imagens para sempre recordar.
Felizmente há marcas como a Berg que apoiam o desporto e tive a felicidade de lá voltar, reviver o sonho e poder mais uma vez testar os meus limites, quando estava com grandes dificuldades pensava em muitas coisas, família, amigos, mensagens de apoio, etc. mas aqueles que me apoiaram e confiaram em mim para poder ali estar de novo estavam sempre presente, isso ajuda-nos a ir mais além.
A rotina começa e será sempre a mesma nos próximos sete dias, acordar às 5:30h da manhã, os haimeiros (Marroquinos que todos os dias desmontam e montam as haimas “tendas”) começam o seu trabalho às 6h, até às 7h temos que recolher uma garrafa de água e fazer o “bem elaborado” pequeno-almoço, um Muesli que ao fim de dois dias já estamos fartos.
 Às 8:00h temos que estar todos atrás do pórtico de partida, mas antes um ritual nas primeiras etapas de cada ano formar o número da edição neste caso o 27 para que os fotógrafos saquem uma boa fotografia, começa a habitual música dos AC/DC e a adrenalina e ansiedade acumulada começa a ser insuportável o relógio anda muito devagar, os Franceses (Patrick diretor da prova) são muito chatos, não param de dar informações e fazer agradecimentos até que começa a contagem decrescente 60 segundos ….., os helicópteros estão a postos para fazerem grandes imagens, é brutal como brinca o pilotos com aquela grande máquina.

É dada a partida e eu estou bem colocado, sei que muita gente faz esta primeira etapa como se trata-se de uma única etapa pois não conseguem-se controlar tal é a ansiedade, outros porque não tem qualquer experiência de provas por etapas e as palavras “gestão de esforço” não existem no seu vocabulário.
Não fazia ideia como o meu corpo iria reagir a este primeiro esforço, o facto de não ter feito um único treino com mochila e só feito treino de corrida na última semana poderia causar desgaste adicional ou mesmo agravar a lesão que estava praticamente a ficar resolvida, mas começo forte e com facilidade vou aguentando o ritmo de um segundo grupo, até que a etapa entra em zonas algo técnicas, algumas subidas e muita pedra à mistura ai noto que ganho terreno aos colegas que vão comigo, por volta dos 25km’s estava isolado em 4º e fiz um forcing final para consolidar essa posição.
Estaria eu a cometer um erro? Por um lado começar forte dava-me força anímica por outro lado poderia acumular desgaste que poderia comprometer as etapas seguinte, mas estava feliz e isso era o mais importante pois nunca sabemos o que nos reserva.

  
 
09/04/2012 OUED EL AATCHANA – TAOURIRT MOUCHANNE 38’5 Km
Outra manhã e a rotina de sempre, era importante não deixar passar a hora de levantar a água para não levar-mos uma hora de penalização, novamente a música dos AC/DC anima-nos e é dada a partida.
No meio de tantas condicionantes e incertezas o grande objectivo era mesmo chegar ao fim, pois quem o faz já se pode dar por realizado e desistir ou ser obrigado a isso é algo que felizmente nunca se passou comigo, mesmo sabendo que esse dia pode chegar uma vez que quem faz estas brutalidades está sujeito a isso, mas a esperança de melhorar o resultado do ano anterior estava na minha cabeça, fazer melhor que 24h, melhor que 8º da geral e melhor que 3º não Africano.
A concorrência vinha de África mas esses não me preocupavam uma vez que são de outro campeonato e este ano estavam em maior número, tinha o Francês que foi o melhor não Africano no ano anterior e outros que poderiam surpreender, um Esloveno, um Espanhol que vive em Ceuta, um Japonês, Americanos, Russos,…….. mas se já estava na frente começo a interiorizar a estratégia cada dia ia dar tudo para ser o melhor não Africano, só que as pernas começam a ficar pesadas a meio desta 2ª etapa e os músculos algo tensos, eram os primeiros sinais da falta de treino com carga, aproximam-se dois Italianos que estão a fazer a prova sempre juntos e vejo que tenho ali grandes adversários, mas não podia mostrar fraqueza e com esforço fui com eles até ao fim. Estavam lançados os dados para uma grande prova, até quando iria resistir a esta dupla bem aconselha pelo grande mestre de tenda Marco Olmo que participa pela 17ª vez e toda a outra armada.

 
10/04/2012 TAOURIRT MOUCHANNE – EL MAHARCH 35 Km
Nesta 3ª etapa sabia que não poderia desgastar-me muito e tentar poupar-me um pouco se possível para a grande etapa de 82km’s do dia seguinte, mas também não podia perder grande tempo para a concorrência e resulta em mais uma etapa de prego a fundo para não ver a cabeça de corrida a distanciar-se demasiado, tinha pensado com o Paulo tentar fazer média de 11km/h e sabia que se mantivesse esta média tinha grandes hipóteses de terminar no Top 8 uma vez que no ano anterior tinha feito 10,44km/h, mas estava todos os dias a fazer médias bem acima de 12km/h, para quem corre naquelas condições com muito peso às costas é brutal.
Termino muito bem colocado e à frente de muitos Marroquinos o que não estava à espera nesta altura, o Telmo e a Susana continuam muito bem e sempre bem dispostos, nem o mau tempo e a falta de calor tórrido que a Susana tanto ansiava alterava o seu estado de espirito. 
No final desta etapa e já a descansar chega a nossa vizinha Espanhola que era sempre a primeira da tenda a chegar e começa aos gritos: escorpião, escorpião,… logo foi um outro colega matar o temido animal que nos tira o sono, tal momento teve direito a reportagem fotográfica, era pequeno e fiquei apreensivo porque os pais deveriam andar por perto.


 
11/04/2012 EL MAHARCH – JEBEL EL MRAÏER 81’5 Km
Chega a etapa rainha, correr o equivalente a duas maratonas nestas condições é sempre um grande desafio mesmo para quem como eu que faz 170km’s numa só etapa, os primeiros 50 da geral partem mais
tarde é nos dito que às 12h, e à hora do costume 8h lá partiu o resto do grupo em que a Susana estava inserida.
Eu e o Telmo estávamos a descansar ao máximo, e decidimos fazer uma massa liofilizada por volta das 11h, só que a fogueira está difícil de fazer e quando temos água quente disponível são já 11:20h até que começo a ver toda a gente a por as mochilas às costas e nós ali descontraídos sem estar equipados e com o material todo espalhado, começamos a comer a massa até que o Telmo pergunta porquê estavam com tanta pressa para por as mochilas às costas (faltam sete minutos para a partida diz o outro atleta), foi o stress total, começar a vestir e arrumar a mochila a massa foi engolida e alguma ainda para o lixo, na etapa anterior já andava enjoado de comer sempre as mesmas coisas e as barras já se comiam com muito sacrifício.
Começa a etapa e vou novamente no segundo grupo ao lado do Aziz o Marroquino que acabou por ser terceiro da geral, os primeiros km’s são em dunas e de seguida uma parte técnica com um canal subida a um monte que nos presenteia com uma descida de +/- 300m de desnível talvez com uma inclinação de mais de 40%, brutal mesmo nunca tinha feito nada assim a não ser no alpinismo, segue-se um abastecimento e continuo-o com o Aziz, o meu estômago e intestino parecia uma máquina de lavar uma água tipo azia vem constantemente à boca, vou metendo energia mas as barras dão-me vómitos, opto por comer só geles injectando na boca e de seguida bebendo bastante água para não ficar com aquele gosto que começa a ser insuportável.
O Aziz parecia ir em esforço tal como eu e diz-me estamos ao mesmo ritmo vamos juntos, eu disse ok, pensei logo que realmente ele não estava bem tal como eu, até que começamos a perder ritmo claramente estamos a caminho dos 40km e com muito esforço vou evitando uma paragem para ir à casa de banho para não perder o comboio, até que os Italianos e o Francês nos alcançam com ritmo muito forte, não posso mais e tenho que parar, diarreia uiii isto está mesmo mau penso eu, começo a correr mais aliviado mas novamente começam as cólicas, tento meter energia mas só o gel entra com água à pressão e vómitos à mistura que vou resistindo.
Estava mesmo a passar uma má fase e sabia que começava um longo sofrimento até ao fim, ia ingerindo uma pastilha de sódio a cada hora mas não estava a perceber o que me estava a acontecer e nem o que fazer, é incrível o sentido de impotência que temos para gerir isto, vou partilhando a água estava a fazer tudo o que devia mesmo assim o organismo já não estava a suportar a dieta débil a que estamos sujeitos com todos os dias a elevar o corpo aos seus limites, já na viagem para Madrid tive que ingerir um antidiarreico era um sinal a acrescentar preocupação mas que nas três primeiras etapas parecia estar resolvido.
Nova paragem técnica e começo a ficar deveras preocupado a evacuar desta forma ia desidratar por completo, estamos pouco depois dos 50km’s e vou perdendo ritmo começa a passar-me alguns colegas e fico impotente, sem força já nem géis suportava dava-me vómitos, opto por tentar beber mais e sempre bem pastilha-da mas o estômago começa a ficar inchado como pedra, recordo uma passagem em que vou a lutar sozinho contra tudo isto e ao olhar para o chão vejo uma enorme chave tipo daquelas portas de madeira muito antigas e é incrível que o que me bem à cabeça foi logo (eis a chave para abrir as portas do inferno) não sei como isto me passou pela cabeça mas fiquei com aquilo na cabeça e a cismar como ela lá foi parar, no meio do nada deve estar á longos anos perdida.
Esta etapa tinha +/- metade do percurso com dunas o que ainda desgastava mais, não fosse já os problemas físicos a chatear entra-me arreia para as sapatilhas constantemente e sou obrigado a parar também para tirar areia, lá chego ao controle dos 60km’s e passo por o colega de tenda (Fernando das Astúrias) que me anima e eu respondo (estou morto, já não dá mais), mas sempre a correr ele fica para traz e começa a cair a noite, começo a interiorizar uma ideia, vão ser os 20km’s mais duros da minha vida mas vou conseguir e quanto mais rápido acabar isto melhor.
O terreno começa a ser favorável acaba a areia e abro a passada tento hidratar e já nem tento comer para não virar o barco, vou ingerindo uma pastilha de sal a cada hora, até que encontro o Aziz a passo, puxo por ele tentando animar-lho ele correr uns metros e acena com a cabeça estava esgotado de tal forma que nem correr já conseguia, tinha seguido com os Italianos e Francês a grande ritmo, nesta altura deviam estar eles a chegar à meta pensei eu tal foi o fulgor que nos passaram.
Já noite serrada continuo-o a lutar a grande ritmo, isto não era nada novo para mim e sei que vou buscar forças a onde não as tenho e sofrer para mim não é problema desde que me sinta consciente, portanto lúcido e com pleno controlo do meu corpo.
Começo a ver a luz bem longe do acampamento e isso anima-me mas no ano passado tinha sido enganado ao pensar que estava a chegar e 40min depois ainda estava a correr e a maldita luz parecia afastar-se cada vez mais, com esta experiência pensei logo vou tentar chegar lá em 45min, estava com 7:30h e igualava o tempo do ano passado 8:15h, foram minutos que pareciam horas a correr noite escura com muito vento no meio de terreno com alguma areia e muita vegetação até que se atravessa um escorpião no meu caminho quase o calcava quando ele fugia.
Chego à meta completamente de rastos em 8:13h, lá estava a Susana aos pulos e a equipa de reportagem que me tenta fazer uma entrevista mas eu não consigo falar, dou um abraço à Susana e tento dar umas palavras à equipa de reportagem, começa a cabeça a andar à roda e vou para uma zona de descanso onde estava o Japonês muito satisfeito a mostrar o material obrigatório, a Susana tenta ajudar-me pouso a água e a mochila e começo a virar o barco constantemente, uma assistente da organização mostra-se preocupada e eu mostro calma aparente mas estava mesmo preocupado, estava a ficar num estado de desidratação preocupante, tento explicar isto à Susana e a Srª da organização pede à Susana para me manter debaixo de olho e chamar caso ache necessário.
Começo a sentir frio e vou para a nossa tenda, o corpo estava completamente debilitado e sem conseguir produzir calor ou energia, meti-me dentro do saco cama e pouco depois chega o Telmo cansado mas feliz por terminar mais esta grande etapa, conto-lhe como estou e mostro a minha preocupação, não conseguia comer e beber só um gole de vez em quando e com esforço, digo-lhe que o melhor era pedir soro à organização, ele lembra-me que isso resulta numa grande penalização em horas não sei se duas ou três e que o melhor seria esperar para de manhã e reavaliar.
Concordo com ele, estava muito frio e não podia sair do saco cama mas dormir era algo que não conseguia, a preocupação era grande e a constante chegada de outros colegas não deixavam, a Susana dá-me uns flocos de cereais para eu tentar comer, era algo diferente do que eu tinha e isso podia não me enjoar para além de ser seco e ajudar a combater a diarreia, já tinha tomado dois anti-diarreicos e lá meti um punhado de cereais, foi uma longa noite, um autentico pesadelo que se agravava cada vez mais com uma tempestade a mostrar a sua fúria.
 
12/04/2012  DIA DE DESCANSO
Este que devia ser o dia de descanso e recuperação para os mais rápidos uma vez que muita gente continua a chegar durante a manhã e meio da tarde, foi um dia de grande Stress a tempestade acentua-se cada vez mais, olho para o lado e os colegas de tenda estão todos deitados dentro dos sacos cama a imagem é incrível só se vê areia por todo lado a cara deles coberta de areia a impotência era tal que já se suportava tudo, só nos restava que a mãe Natureza invertesse este cenário, mas uma grande descarga de granizo põe-nos ainda mais nervosos e apreensivos, vou comentando com o Telmo isto vai ter que ser cancelado já assim tinha sido há três anos atrás por razões idênticas.    
Agora a preocupação era proteger o saco cama e mochila, a tenda que é composta por um pano muito grosso começa a deixar passar a água e se encharca-se o saco cama não podia-mos resistir a mais uma noite fria, mas horas depois esta frente fria passa e abre o céu, é hora de limpar a casa e secar todo o material, é incrível como o tempo muda tão rápido nestes locais, o dia que devia de ser de descanso, tentar hidratar e alimentar para recuperar alguma coisa acabou por ser tudo menos isso, valeu-me no fim dessa tarde conseguir comer uma massa liofilizada (400 calorias) e o meu estômago não rejeitar, mas como iria eu correr mais uma maratona no dia seguinte nestas condições, (interrogava-me volta e meia).
 Continua....

8 comentários:

  1. Desejoso de continuar a ler a sua participação na mítica prova... :)
    Cumprimentos

    E boas corridas

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  2. Obrigada por partilhar :)

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  3. Parabéns Campeão!! Os tugas marcaram a diferença.
    Abc
    VV

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  4. Obrigado pela partilha da grande aventura, venham os próximos capitulos

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  5. Quero lêr resto. Grande aventura.

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  6. ohhh acabou estava a gostar tanto ve se continuas agora que estou tão curioso para saber o resto da historia Abraço Campeão

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  7. Para mim é um prazer ler a tua narrativa, e com isso aprender muita coisa !.. parabéns Carlos Sá ,espero que publiques o resto !.. o meu muito obrigado por te ter como amigo!.. força para a próxima.

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